PROJETO DE INTERVENÇÃO: PASSO A PASSO


1. Retire o material de estágio. No semestre passado, você deve ter feito sua inscrição em estágio supervisionado no Núcleo de Estágios Educacionais do Centro de Ciências e Humanidades, localizado no prédio 12. Agora é hora de voltar ao Núcleo e retirar o material de estágio, que estará disponível no prazos definidos no cronograma de estágio. O material é composto de dois documentos:

  •  a Carta de Apresentação, em duas vias, deve ser levada à escola que lhe foi atribuída, e serve de documento comprobatório de que você está matriculado na disciplina de estágio supervisionado de ensino no Curso de Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Entregue uma das vias à direção da Escola e devolva a segunda via, assinada, ao Núcleo de Estágios Educacionais nos prazos definidos no cronograma de estágio;

  •  a Ficha de Registro de Atividades de Estágio será utilizada, ao longo de todo o semestre, para registrar o cumprimento de carga horária na escola. Até o final do semestre, a Ficha deverá trazer o registro de 75 (setenta e cinco) horas, que deverão ser assinadas por um representante da escola. Muito cuidado, porque a Ficha não pode conter rasuras e eventuais substituições implicarão custo adicional.

2. Apresente-se à escola e ao professor-orientador. Apresente-se à escola que lhe foi atribuída e encontre, na escola, um professor de sua área específica de formação. O professor-orientador deve possuir licenciatura plena em sua área de formação; não pode ser seu parente direto; e será responsável por 1/3 de seu processo de avaliação. Adicionalmente, este professor deve:

1) permitir que você assista às suas aulas;

2) permitir que você tenha acesso ao material didático utilizado;

3) permitir que você aplique, junto à sala, uma atividade de intervenção de pelo menos 1 (uma) hora-aula; e

4) concordar em participar de seu processo de avaliação.

 

3. Escolha uma turma a ser observada. Para cumprir a carga horária de estágio, você pode observar muitas turmas diferentes, em várias séries. No entanto, uma única turma deve ser, por fim, selecionada. Escolha a turma que lhe parecer mais interessante. Converse também com o professor-orientador a esse respeito. Peça sugestões.

 

4. Conheça a turma escolhida.  Assista ao maior número possível de aulas (da sua disciplina) na turma escolhida. Procure conhecer os alunos, saber quem são, do que gostam e do que detestam. Converse com eles. Converse com os outros professores (de outras disciplinas) sobre esses alunos. Compare as várias versões disponíveis sobre o desempenho dessa sala. E observe, principalmente, o desempenho dessa sala na disciplina de sua área de formação. Veja como os alunos se saíram na última avaliação. Verifique quais são suas dificuldades e quais são suas facilidades. Verifique também quais são as expectativas deles em relação à disciplina e ao futuro.

 

5. Identifique um problema na turma escolhida. Você vai chegar à sala no meio do período letivo. As aulas já terão se iniciado há algum tempo, e o professor-orientador vai estar desenvolvendo um tópico específico de seu plano de ensino. Veja como os alunos reagem a este tópico e às estratégias adotadas pelo professor-orientador. Às vezes, os alunos têm dificuldades porque lhes falta um conhecimento prévio, que está sendo pressuposto pelo professor, mas que eles, na verdade, não assimilaram ainda. Outras vezes não falta propriamente essa base, mas são as estratégias do professor que não funcionam. A turma não está motivada ou sensibilizada para o que o professor diz ou faz. Ás vezes o problema é localizado: apenas um subconjunto dos alunos tem dificuldades. Outras vezes o problema é mais geral: quase toda a sala não está progredindo muito.  Procure identificar, na sala, os problemas. Converse com o professor-orientador: peça ajuda a ele, que conhece a turma há mais tempo e melhor do que você. Mas cuidado: identifique problemas que sejam específicos da sua área. Evite problemas vagos e muito genéricos, como "falta de disciplina", "falta de motivação", "desinteresse", "dispersão", "conversa paralela", "cola", etc. Estes problemas não são, na verdade, problemas, mas sintomas de outros problemas. Procure pelos verdadeiros problemas, mais vinculados à sua área (e relacionados ao conteúdo que vem sendo ministrado pelo professor). Identifique um tópico da matéria que os alunos não estejam conseguindo acompanhar, ou uma habilidade que eles não estejam conseguindo desenvolver. Este tópico (ou como ensinar este tópico para a comunidade observada) será o seu problema.

 

6. Consiga a autorização do professor para tratar o problema escolhido. Uma vez definido o problema, converse com o professor-orientador e com o professor-supervisor a respeito dele. Veja se ambos concordam que você trabalhe o problema escolhido. Esta autorização é importante, porque o professor-orientador terá de lhe conceder pelo menos uma aula (de 45 minutos) para que você possa desenvolver uma atividade com a turma sobre o problema identificado. Talvez ele prefira que você desenvolva outro tópico, que julga mais importante. Converse com ele.

 

7. Proponha uma hipótese para a ocorrência do problema escolhido. Por que o problema existe? Por que os alunos têm dificuldade no tópico que você escolheu? Qual é a causa do problema? Será que o professor contextualizou a sua prática (ou seja, fez com que os alunos realmente entendessem a importância e a pertinência de estarem ali aprendendo aquelas coisas)? Será que o professor não está subestimando os alunos (ensinando a eles coisas que já sabem, ou tratando-os de forma muito infantil, sem lhes oferecer os desafios necessários)? Ou será que o professor está superestimando os alunos (supondo que eles já saibam coisas que eles ainda não sabem - e que são importantes para que eles vejam sentido no que o professor diz)? Será que a metodologia empregada pelo professor para desenvolver os conteúdos é efetivamente a mais adequada? Será que a qualidade do material didático utilizado não é a responsável pelo problema? Será que o tópico é efetivamente difícil, porque muito complexo? Enfim, por que os alunos têm dificuldade no tópico que você escolheu? Procure responder a esta pergunta. A resposta a esta pergunta será a sua hipótese.

 

8. Desenvolva a sua hipótese. Uma vez identificado o problema e proposta uma hipótese para a sua ocorrência na comunidade observada, procure verificar se ela efetivamente procede ou não. Não responda à pergunta-problema com sua intuição apenas. A intuição falha. Procure ajuda: converse com o professor-orientador e com o professor-supervisor. E principalmente: vá aos livros. Veja o que os pesquisadores têm a dizer a respeito do assunto. Peça indicações bibliográficas ao supervisor (ou a outro professor), e leia um pouco sobre isso. Esta parte é, normalmente, um índice de maturidade do pesquisador. Quanto mais o pesquisador procura ajuda (nos livros, em outros autores), mais maduro ele é considerado, porque percebe que várias cabeças pensam melhor do que uma. O pesquisador que se fia apenas em suas próprias opiniões (no seu "achismo") é autoritário e arrogante, porque não valoriza o ponto de vista do outro. Principalmente: é ingênuo. Está sempre reinventando a roda, sem saber que seu problema não é apenas seu, mas de muitos outros pesquisadores, que já se debruçaram sobre o assunto, e podem ter coisas muito interessantes a dizer. Muito cuidado, portanto, nesta fase da pesquisa. Ela talvez seja a mais árdua e a mais difícil - porque requer tempo e esforço, e envolve às vezes a leitura de textos longos e difíceis. Mas será ela que vai definir o valor do seu trabalho. E boa parte de sua nota refletirá isso.

 

9. Sustente a sua hipótese. Nem todo mundo pensa como você. Outros pesquisadores podem achar que a sua hipótese não é verdadeira, que o problema identificado tem outras causas. Principalmente: esses outros pesquisadores podem estar na outra ponta do seu texto, na posição de quem o lê e o avalia. Um passo importante, portanto, é prever essas possíveis posições contrárias. Procure antecipar quais seriam os possíveis contra-argumentos e contra-exemplos para a hipótese que você defende. Veja se você consegue rebatê-los. Lembre-se de que cabe a você não apenas expor uma hipótese, mas prová-la (ou seja, demonstrar que ela é verdadeira), inclusive contra seus adversários. Separe argumentos para a defesa e para o ataque. O seu texto - como todo texto argumentativo - será como um tribunal. E o veredicto, você sabe, não será dado por você, mas pelo seu leitor. Por isso, todo cuidado é necessário.

 

10. Proponha uma solução para o problema. Uma vez desenvolvida a hipótese, com consulta de outros autores, você está pronto para propor uma solução para o problema identificado. Esta solução será tanto melhor quanto maior tiver sido seu trabalho de pesquisa, desenvolvimento e sustentação da hipótese. Provada a hipótese, investigue de que forma ela poderia ser mobilizada para solucionar o problema. De que forma você poderia agir para fazer com que os alunos não tivessem mais o problema identificado? O que poderia ser feito? Aqui será importante observar dois pontos. O primeiro: não se esqueça de que a sua solução deve estar amparada na hipótese que você mesmo levantou. Ou seja, você disse que a causa para o problema era X; não há, portanto, nenhuma maneira de resolver o problema a não ser interferindo sobre X. Não desvincule, portanto, a solução e a hipótese. Esse é um erro muito comum, que faz com que a proposta de intervenção perca todo o sentido. Ela, ao invés de técnica, se torna intuitiva, impressionista, sem fundamentação. Nunca se esqueça, portanto, de que a solução para o problema deve passar necessariamente pela hipótese que você construiu. O segundo ponto: lembre-se de que você tem muito pouco tempo. A sua intervenção não vai durar mais do que 45 minutos. É quase nada. Você não vai conseguir resolver nenhum grande problema nesse intervalo de tempo, reconheça isso. Ponha o pé no chão - seja humilde - e proponha uma solução que possa ser efetivada nesse curtíssimo período de tempo. Talvez você não consiga atacar todo o problema, mas apenas uma parte (minúscula) dele. Não há nenhum problema nisso.

 

11. Detalhe a solução para o problema. Uma vez proposta a solução, você deverá desdobrá-la o máximo possível. Pense em cada um dos momentos de sua intervenção com cuidado. Que material será utilizado em cada etapa? Quem participará? De que forma participará? Seja o mais minucioso possível. É o segredo para uma boa metodologia.

 

12. Justifique a solução proposta. Você fez várias escolhas no processo de detalhamento da solução proposta e deve agora justificá-las. Por que vai trabalhar com o material X e não com o material Y? Por que vai usar a dinâmica 1 e não a dinâmica 2? Enfim: o que o leva a crer que você tenha feito realmente as melhores escolhas? Pense sobre isso: você estará interagindo com crianças e adolescentes. A sua responsabilidade é muito grande. Não seja leviano. Um mau professor (ainda que por apenas 45 minutos) pode mudar (quase sempre para pior) a vida de uma criança.

 

13. Pense em como avaliar os resultados. Terminada a aplicação da intervenção, você deverá avaliá-la. Dizer se ela foi bem-sucedida, ou se ela fracassou. Essa avaliação, evidentemente, não pode ser produto apenas da sua opinião ou da impressão individual. Você deve estar respaldado em dados. Pense nos resultados esperados de sua intervenção. O que você espera que aconteça? Por que você espera que aconteça isso (e não outra coisa qualquer)? De que forma esses resultados podem ser utilizados para dizer se a experiência foi bem sucedida ou não? Valerá a pena fazer um pequeno teste para comprovar o aproveitamento dos alunos? Ou vou aproveitar o material produzido por eles para análise? A avaliação é o momento da reflexão sobre a prática. Não se preocupe tanto em acertar; mais importante é descobrir por que se acertou ou por que se errou. Ninguém é obrigado a acertar na primeira vez, mas somos obrigados a refletir sobre os nossos acertos e erros, e a identificar as razões pelas quais acertamos e erramos. Esta habilidade - muito mais do que o sucesso da proposta - será cobrada de vocês.

 

14. Comece (e apenas agora) a redigir o seu Projeto. O Projeto de Intervenção deve conter cinco seções. Se você seguiu os passos desta receita corretamente até aqui, não terá nenhum problema na composição do texto. O Projeto é apenas um reflexo disso.

 

a) Redija primeiramente as Justificativas. Nesta seção, você vai ter de responder a três perguntas:

1) Qual é o problema identificado?

2) Que evidências podem ser apresentadas de que o problema realmente ocorre na comunidade observada? e

3) Por que é importante resolver este problema?

Perceba que, para responder a estas perguntas, você vai precisar, em primeiro lugar, ter definido o problema. Mais: vai ter de apresentar provas de que o problema não é produto da sua imaginação, mas que efetivamente ocorre entre os alunos observados. Por fim: vai ter de justificar o tratamento do problema (ou seja, vai ter de provar que o problema não é um pseudoproblema, um problema fabricado, que só é um problema na escola, sem a menor importância na vida real dos alunos).  Para que possa responder a estas perguntas, procure evidências empíricas de que o problema existe e de que ele é socialmente relevante. As notas baixas dos alunos em uma prova sobre o tópico escolhido, por exemplo, são uma evidência interessante. Um conjunto de textos em que se percebe o problema é outra. Depoimentos dos próprios alunos e do professor também servem. Quanto à relevância social do tópico, seja sincero: é realmente importante saber isso que estou querendo ensinar? Se não, volte atrás, escolha outro problema, porque o problema escolhido não será realmente um problema. Apenas uma coisa: embora você deva responder a três perguntas diferentes nesta seção, o seu texto deve ser um só, sem subdivisões. Faça um texto corrido, de mais ou menos duas páginas (não muito mais do que isso). 

 

b) Redija, em seguida, a Delimitação do Problema. Aqui você responde a outras três perguntas:

1) Por que o problema ocorre? Ou seja, quais são as causas do problema? (Esta será a sua hipótese)

2) O que os outros pesquisadores dizem a respeito do problema (e da hipótese escolhida)? Eles concordam com ela? Sim? Não? Por quê?

3) Que evidências podem ser apresentadas de que a hipótese fornecida é verdadeira? Ou seja, por que alguém deveria acreditar nisso que estou dizendo?

As respostas a estas questões são conseqüência dos passos dados anteriormente. Trata-se apenas do momento de textualização, isto é, de colocar essas idéias no papel, e organizar as notas. Novamente: embora sejam três perguntas diferentes, o seu texto é um só, sem subdivisões. Esta parte, em princípio, deveria ser a mais longa do Projeto. Mas não ocupe mais do que três páginas.E procure trazer para o seu texto, sob a forma de citações, diretas ou indiretas, as referências bibliográficas compulsadas durante a pesquisa.

 

c) Redija, em seguida, a parte dos Objetivos. Aqui você responde a duas perguntas apenas:

1) O que pode ser feito para reduzir o problema no curtíssimo intervalo de tempo de 45 minutos (ou de uma hora-aula)? (Este será o objetivo específico do Projeto)

2)  De que forma isso que será feito poderá contribuir para que o aluno resolva o problema de maneira mais geral? Ou seja, quais são as conseqüências, a longo prazo, dessa intervenção? (Este será o objetivo geral do Projeto).

Esta seção deverá estar subdividida em duas partes, claramente separadas: objetivos gerais e objetivos específicos. Os objetivos específicos devem corresponder à superação da deficiência apontada na seção anterior, e devem ser marcados pela possibilidade de serem alcançados no curtíssimo prazo de aplicação do projeto. Os objetivos gerais, mais ambiciosos, devem repercutir as conseqüências gerais advindas da consecução dos objetivos específicos. A seção dos Objetivos não deve ocupar mais do que uma página.

 

d) Metodologia. Cinco são as perguntas a que se deve responder nesta seção:

1) Quem vai participar da intervenção proposta? Todos os alunos? Apenas parte dos alunos? Por quê? (Estes serão os sujeitos da intervenção)

2) Que material será utilizado durante a intervenção? Por quê? (Estes serão os instrumentos da intervenção)

3)  De que forma - passo a passo - a intervenção ocorrerá? Quais serão os seus momentos? Em que seqüência? Por quê? (Estes serão os procedimentos da intervenção)

4) Quais são os resultados esperados? O que vai sobrar no final da intervenção? Que espécie de material será produzido para análise? Por quê? (Estes serão os resultados esperados da intervenção)

5) Como provarei que a intervenção foi bem sucedida ou não? Como será feita a avaliação da intervenção (cuidado: não se trata da avaliação dos alunos)? (Esta será a avaliação da intervenção).

Nesta seção, será detalhado o percurso que será trilhado para a consecução dos objetivos específicos propostos na seção anterior. Trata-se do estudo dos sujeitos, dos instrumentos e dos procedimentos que deverão ser utilizados para a superação do problema apontado na segunda seção. A seção deverá também trazer, de forma detalhada, a metodologia de avaliação que será empregada para verificar se o projeto foi ou não bem-sucedido. Estas partes devem vir subdivididas de forma clara, em textos rápidos, mas eficazes. Não deve ocupar mais de duas páginas.

 

e) Cronograma. Trata-se da distribuição das atividades de implementação do projeto no tempo. Deve consistir em uma tabela cujas linhas correspondem às atividades que serão desenvolvidas no estágio de participação e de regência e cujas colunas correspondem à unidade de tempo pertinente para a execução dessas atividades. Veja um exemplo abaixo:

 

ATIVIDADE

OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO
Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 1
Compilação dos instrumentos para a intervenção                  
Preparação da intervenção                  
Aplicação da intervenção na Universidade                  
Discussão dos resultados e revisão das estratégias                  
Aplicação da intervenção na Escola                  
Análise e tabulação dos resultados                  
Interpretação dos resultados                  
Redação do Relatório                  
Entrega do Relatório                  

 

15. Formate o Projeto. Uma vez redigidas as partes internas do Projeto, é hora de se preocupar com a parte externa, isto é, a formatação. O Projeto de Intervenção, como todo texto técnico-científico, deve acompanhar as normas de apresentação dos trabalhos acadêmicos do Mackenzie. Caso a comprovação da ocorrência do problema seja feita por meio de textos (inclusive provas) produzidos pelos alunos, anexe-os ao final do Projeto. Tenha o cuidado de anexar apenas cópias xerográficas.

 

Não se esqueça de que o Projeto:

a) deve ter até 10 páginas de texto, exclusive capa, folha de rosto, sumário, referências bibliográficas e anexos; e

b) como todo texto técnico-científico, deve acompanhar o padrão da norma-culta da língua portuguesa (ou seja, não serão admitidas gírias, expressões de baixo calão e outras construções características do português coloquial).

 

16. Revise o Projeto. Antes de entregar o Projeto, releia-o com cuidado. Não faça isso imediatamente, logo depois de terminá-lo. Deixe-o "descansar" por dois ou três dias. Esse distanciamento lhe fará bem. Você será capaz de perceber problemas que não conseguia enxergar antes. Verifique, particularmente, se você está atendendo a um dos critérios-chave na construção de textos técnico-científicos, qual seja, a de que o Projeto deve ser escrito para um leitor universal (e não apenas para o professor da disciplina), que pode estar muito distante de você e não compartilhar o seu contexto imediato. Ou seja, durante o processo de confecção do Projeto, você deve se esforçar ao máximo para que o Projeto seja inteligível para alguém que nunca viu antes e que não conhece as condições nas quais o estágio foi realizado.

 

17. Faça uma auto-avaliação do Projeto. Os critérios de avaliação dos Projetos são públicos e são apresentados aqui. Antes de entregar o Projeto, verifique em que medida ele atende às expectativas. É um exercício interessante, que pode evitar muitos problemas.

 

18. Entregue uma via do Projeto ao supervisor na data estipulada. Serão tolerados atrasos de até 1 (uma) semana na data da entrega, mas os retardatários serão punidos em 25% da nota..

 

19. Entregue outra via do Projeto ao orientador. O orientador terá quinze dias para analisar o Projeto e encaminhar a grade de avaliação ao supervisor. Ele poderá fazê-lo por meio do estagiário, por e-mail ou por correio comum. Se o supervisor não receber a grade de avaliação do orientador até a data estipulada, valerá apenas a nota do professor-supervisor, que será repetida, proporcionalmente, para que possa corresponder também à nota do orientador.

 

20. Não deixe de ver o resultado e consultar o Projeto. Não deixe de verificar sua nota no TIA. Às vezes ocorrem erros na digitação dos números, e é preciso estar atento. Retire também seu projeto com o supervisor: ele contém observações e comentários que você não deve deixar de ver. Eles são muito preciosos, e ajudarão no processo de composição do Relatório.

 

21. Reescreva o Projeto. Se o seu Projeto tiver alcançado nota total inferior a 7 (sete) pontos, você terá direito de reescrevê-lo, num prazo um pouco menor de tempo. A reescrita do Projeto é opcional, mas é um exercício que deve ser feito. Não desanime: a nota baixa não indica que seu esforço foi inútil; ela significa apenas que seu Projeto não está pronto. Interprete-a como uma excelente oportunidade de aprimoramento. Antes de empreender a reescrita, verifique, porém, quais foram os problemas, por que seu Projeto não correspondeu às expectativas. Principalmente: procure ajuda. O Projeto reescrito será novamente avaliado, mas apenas pelo supervisor. A nota originalmente atribuída poderá ser aumentada até o limite de 7 (sete) pontos.